Um em cada seis colaboradores tem diagnóstico psiquiátrico

Resultados preliminares, do estudo, sugerem que um em cada seis colaboradores tem diagnóstico psiquiátrico. “Resultados apontam para a urgência de olhar para este problema no local de trabalho” refere a coordenadora do projeto.


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O estudo realizado no âmbito do programa Mind at work, em curso desde do dia 1 de janeiro de 2019 e terminará no dia 01 de janeiro de 2020, conta com parceria da Associação Encontrar+se – Associação para a Promoção da Saúde Mental, e da Católica Porto Business School.

O estudo aborda a importância da promoção da saúde e bem estar no local de trabalho alinha Portugal com a realidade mundial, em que um em cada seis colaboradores apresenta diagnóstico psiquiátrico.

A primeira fase da investigação, contou com a avaliação que decorreu “na Câmara de Vila Verde, em Braga, envolvendo 103 pessoas, do presidente à vereação, diretores de serviços e 40% dos colaboradores, escolhidos de forma aleatória e abrangendo todas as categorias profissionais”, refere Filipa Palha, docente no polo do Porto da Universidade Católica Portuguesa e coordenadora do projeto.

As conclusões preliminares da implementação do programa, saíram hoje, a coordenadora refere que os números “estão dentro do expectável e do que é a prevalência nacional”, em que os “dados epidemiológicos dizem que 30% da população tem problemas de saúde mental” estando “alinhados com os números internacionais”.

“Estes números apontam para a urgência de olhar para este problema no local de trabalho” alerta Filipa Palha.

O programa ‘Mind at work’ é co-financiado pela Direção-Geral de Saúde e pretende “desenvolver um modelo que permita abordar as questões da saúde, da doença mental e bem-estar no local de trabalho”.

Filipa Palha, salienta “a prevalência da doença mental em Portugal é muito elevada, e que os recursos e os serviços disponíveis ficam muito aquém do necessário”, Filipa Palha lembrou à Lusa que “os dados epidemiológicos colocam Portugal no segundo lugar entre os países com maior prevalência de doença mental”

No decorrer do programa foram realizados workshops acerca de liderança e conciliação do trabalho com a família, gestão de pessoas e de conflitos, onde participaram os diretores executivos da autarquia. Filipa Palha refere a importância destes workshops que “permitirá perceber de que forma poderá refletir-se na prática e implementar medidas promotoras da saúde e bem-estar”.

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